sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

SAUDADE

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Saudade, um QUÊ que não se diz e nem se explica,
Algo de um que parte, mas nos fica,
Enchendo a vida de recordações.
Esse Quê misterioso e não descrito
De que tanto se inunda um peito aflito,
É a saudade que fere o coração.

Saudade, as cinzas de um passado antigo,
Viva lembrança de um recanto amigo,
Onde outrora fluímos um prazer.
Folhas que caem da árvore da vida.
Deixando apenas marca ressentida.
No coração cansado de sofrer.

Saudade, a murcha flor que inda perdura,
Lembrando aquela tão sincera jura,
Que alguém nos fez de sempre nos amar...
Flor sem perfume, inerte, descorado.
Recordação da carícia passada,
E que por certo não vai mais voltar.

Saudade, um lenço, uma relíquia apenas,
Que nos faz reviver antigas cenas...
Em que fruímos prazeres do amor...
Lenço que agora nos enxuga o pranto,
Jorrado sempre ao relembrar o encanto,
Que hoje perdido só nos causa dor.

Saudade, um broche, uma coisinha, um nada,
Fazendo reviver n’alma turbada,
Todo o passado que já se desfez,
Saudade, o amargo doce indefinível,
Do bem que outrora tido, hoje impossível,
Nos faz gemer e soluçar talvez...

Saudade, um quê que já passou perdido,
O doce amor de outrora, hoje um gemido,
Tudo o que foi e não volta mais,
E enquanto houver na terra a humanidade,
Há de existir também muita saudade
Saudades mil, saudades perenais.


( Adailton Guimarães)

Um comentário:

Dayane Oliveira disse...

essee ééé perfeeeitoo *-*
bunekin mto emooo <3~