quinta-feira, 29 de novembro de 2007

LUZ e TREVAS




"No começo era o Caos. Não havia luz e também as trevas não existiam. Era o Nada, o vazio total. Nele o Grande Espírito existia sem consciência de sua própria existência. Não havia o Tempo, não havia o Amor, não havia nada. Mas a não-consciência do Grande Espírito não impedia sua existência, mergulhada em sono eterno, sono que pulsava em cadências de expansão e recolhimento. E este movimento milenar começou a organizar o Caos em ondas de energia. E passou a existir a consciência dessa energia.
No Caos, no Nada, o Grande Espírito conheceu sua própria existência. E sentiu o impulso de projetar-se pelo espaço infinito, de abrir suas imensas asas e limitar nelas o Universo então vazio.
E começou a vibrar. À medida que se expandia através do Caos, ia deixando impressa a possibilidade da existência. A consciência da existência fez vibrar o Caos com intenção. Formou-se uma energia que se foi reunindo em negros agrupamentos. E assim surgiu Nix - a Noite.
E ela tornou-se a existência das trevas superiores, envolvendo-as com seu manto negro.
Junto com Nix surgiu seu irmão, Érebo, as trevas infernais, inferiores.
E os dois irmãos, unidos, mas tão opostos, coexistiram no seio do Caos.
E assim foi que no Universo, antes vazio, passaram a existir os irmãos sombrios, Nix e Érebo, unidos pela própria escuridão.
Nix e Érebo, tensionados em si mesmos, explodiram em luz e depois desta explosão, numa lentidão que só acontece fora do tempo, Érebo mergulhou para sempre nas profundezas infernais e Nix, solta no Caos agora cheio de Luz, começou a encurvar-se até transformar-se numa esfera, que começou a vibrar, procurando expandir-se ainda mais.
Estavam criadas a luz e as trevas. Luz e trevas eram a consciência dualizada. Eram o mais e o menos, o positivo e o negativo. Eram luz e eram trevas.
Nix pulsava e se expandia, mergulhada na luz. E teve a consciência de que a luz era o oposto que a complementava.

E na tentativa de expansão,
na tentativa de tornar-se una com o éter luminoso,
a esfera em que havia se transformado partiu-se ao meio e as duas metades se separaram.
Do esforço único dessa separação nasceu Eros, o Amor. Amor energia, Amor ígneo que ocupou o Nada, impregnou o Universo despertando a semente da Vida.

O Amor uniu, por fim, a LUZ e as TREVAS. "

2 comentários:

Anônimo disse...

Bonito demais este texto.Inspirada heim???????!!!!!!!! Bjos

Anônimo disse...

Tah lindu d+!
como sempre neh ?!?!
Vou atualizar o meoO agora..
x]